domingo, 23 de novembro de 2008

A água é nua, como a poesia, vem da lua!

As minhas ansiedades
Sobem pelas escadas acima,
Com os desejos não desanima.

O tapete na passagem
Diz ò vento para se calar,
Atravessam esta paisagem
Veículos com sonhos a clamar.

Num céu com estrelas
A lua é das mais belas,
Onde se pode repousar
Dormir e descansar.

As tuas mãos são segredos
Os teus olhos são negros,
O teu sorriso é iluminado
Num perfil desejado.

A música chega-me aos ouvidos
Não sai dos meus sentidos,
A vida corre devagar
Com gestos e a sonhar…

Aqui onde se espera, onde se aprende…
Onde a Primavera não se esconde,
Aqui onde o sorriso não mente,
Onde o barulho não responde.

Tranquei a porta a sete chaves,
Prendi as maldades.
Fechei a loja das vaidades,
Deixei a porta com traves.

Ao ruído de fundo
Que vem de longe…
Deixei de ouvir o mundo,
No silêncio de hoje.

Fiquei atento só ao mundo,
O vento, eu deixei só
Mas sonho… O mundo é só.

NOV. 2008
Edite Pinheiro

domingo, 16 de novembro de 2008

O céu soalheiro

I
Numa existência calma, suave
Ela, ali sentada…
… Simplesmente descansava
Observava o voo da ave.

II
A vista para lá do monte
O clarão vermelho no horizonte,
Num final de tarde aventureiro
O céu soalheiro.

NOV. 2008
Edite Pinheiro