quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz 2009!


Complexidade e mudança

O mundo científico e cultural está em constante mudança e esta supõe simultaneamente maior complexidade. É por isso que, utilizando as ideias estereotipadas homem/carro e mulher/máquina de lavar, verificamos que os automóveis da década de 70 eram menos complexos que os que adquirimos hoje, basta abrir o capôt para verificar a diferença na concepção mecânica dos mesmos. O mesmo se pode verificar com as máquinas de lavar, pois se nos anos 70 tinham um par de funções, hoje apresentam uma multiplicidade delas. Actualmente, o espelho mais comum desta permanente mudança e complexidade é a globalização.A partir dos dois filmes que lhe propomos, bem como este breve texto,

domingo, 23 de novembro de 2008

A água é nua, como a poesia, vem da lua!

As minhas ansiedades
Sobem pelas escadas acima,
Com os desejos não desanima.

O tapete na passagem
Diz ò vento para se calar,
Atravessam esta paisagem
Veículos com sonhos a clamar.

Num céu com estrelas
A lua é das mais belas,
Onde se pode repousar
Dormir e descansar.

As tuas mãos são segredos
Os teus olhos são negros,
O teu sorriso é iluminado
Num perfil desejado.

A música chega-me aos ouvidos
Não sai dos meus sentidos,
A vida corre devagar
Com gestos e a sonhar…

Aqui onde se espera, onde se aprende…
Onde a Primavera não se esconde,
Aqui onde o sorriso não mente,
Onde o barulho não responde.

Tranquei a porta a sete chaves,
Prendi as maldades.
Fechei a loja das vaidades,
Deixei a porta com traves.

Ao ruído de fundo
Que vem de longe…
Deixei de ouvir o mundo,
No silêncio de hoje.

Fiquei atento só ao mundo,
O vento, eu deixei só
Mas sonho… O mundo é só.

NOV. 2008
Edite Pinheiro

domingo, 16 de novembro de 2008

O céu soalheiro

I
Numa existência calma, suave
Ela, ali sentada…
… Simplesmente descansava
Observava o voo da ave.

II
A vista para lá do monte
O clarão vermelho no horizonte,
Num final de tarde aventureiro
O céu soalheiro.

NOV. 2008
Edite Pinheiro

sábado, 27 de setembro de 2008

O círculo da vida gira

Um raio de luz ilumina o centro…
E a tempestade vê do lado de dentro,
Vence o medo no escuro
O medo vence ao saltar o muro!

Na floresta a queda imortal
Do cimo de um penhasco. Qual?
No ponto mais alto a vista a paisagem.
E a perseguição do cavalo selvagem.

No escuro…
O cavalo é um vulto,
Prende o cavalo
E sem medo vence o escuro.

O cavalo aprisionado
Agora, num lugar iluminado.
Descanso nas águas do lago,
Respiro ar puro e calmo.

Pela janela entre - aberta o ar circulava,
Nas cortinas de renda um raio de luz trespassava
E a rosa vermelha no seu vaso dançava.